quinta-feira, 31 de maio de 2012

Módulo V Unidade 2 - Reflexões

Por Maria Rita de Cássia Sales
Entre tantas outras questões citadas o impacto da globalização de maior relevância foi a de conciliar a inserção externa e o crescimento econômico e a garantia do grau de autonomia decisória nacional
No que tange ao monitoramento de ações, projetos, programas e planos de governo pode-se afirmar que é um desafio implementar tais programas  (PPA) por esta razão, torna-se relevante a criação de um sistema para tal finalidade e que seja capaz de associar dados e informações que respaldem a implementação.
Mapear perfil, demandas do público alvo (similar ao SNIG + IBGE + DFID + UNIFEM) . As possibilidades são inúmeras desde que sejam considerados as vertentes acima mencionadas.
O PNPM transferiu sabiamente para o Comitê de Articulação e Monitoramento a responsabilidade pela condução do processo abordada no  CNPM aonde os Ministérios, Secretarias, Casa Civil, IPEA e a FUNAI associados à sociedade civil entre outras articulações culminam na constituição da Portaria n 36 de 7 de Maio de 2009 (03 anos hoje), um grupo de trabalho, composto por representantes que acompanham, propõem, estabelecem metodologia de monitoramento, avaliam as atividades e difundem o PLANANPIR.
Deve-se considerar alguns fatores no momento de elaborar políticas públicas de gênero e raça, tais como indicadores sociopopulacionais que permitam identificar o volume e o perfil socioeconômico das populações  e dos grupos-alvo das ações implementadas. Além disto há que se observar as demandas de cada grupo de forma que sejam satisfeitas as necessidades focalizadas.
Os indicadores são instrumentos de controle social e compõem o processo de avaliação. Capazes de observação e indicativos de sucesso e fracasso. Faz parte a base de dados federais, estaduais e municipais por observação de questionários, grupos focais e entrevistas. Os indicadores são quantitativos (quantidade), qualitativos (análise crítica do discurso). Podem ser Indicadores de diagnóstico, de formulação, de implementação e de avaliação. São encontrados nas fontes estatísticas ( censo demográfico, pesquisa nacional de amostra por domicílio IBGE, pesquisas amostrais específicas, registros administrativos e pesquisas nos ministérios, estatísticas vitais.
Podem ser utilizadas também PME, ECINF, POF e PIBMunicipais.

Os objetivos e as metas fixados em nível nacional para a promoção da igualdade de gênero e raça no Brasil que devemos destacar aqui são:
- Incorporar as dimensões de gênero e raça/etnia entre os objetivos estratégicos;
 - Fortalecer a democracia, com igualdade de gênero, raça e etnia, e a cidadania com transparência, diálogo social e garantia de direitos humanos;
- Estimular e apoiar a elaboração de estudos sobre temas específicos;
- Ampliar diálogo com as instituições responsáveis pela produção das estatísticas oficiais no país (IBGE entre outros).
Como se delineia e se aplica o processo de planejamento governamental e de previsão de orçamento público para a implementação de políticas com recorte de gênero e raça foi o tema abordado com muita propriedade neste módulo.
A diferenciação entre planos, programas e projetos (ações); indicadores; constituição dos comitês, PPA, LDO, LOA, LCO, PNPM, Agendas e articulações agregadas foi de extrema importância para a ampliação da minha visão sobre este tema.
Muitas conjecturas surgiram durante este estudo. A mais significativa foi a seguinte reflexão: se tudo é tão estruturado, construído, delineado como submeter e proteger Projetos, Programas, Políticas de um Congresso Nacional tão Egóico, Corrupto e Aético como o existente na nossa nação?
Nas empresas as diretorias são várias e gostando ou não precisam olhar na mesma direção em prol de um bem comum. Na empresa privada não se cria leis auto-protetivas e discriminatórias (colarinho branco não pode ser algemado por exemplo)...
Lembrou-me a confusão e complexidade que é alinhar ideias de cunho divergente.
Angustiou-me saber sobre o risco de submeter as boas intenções de igualdade daqueles que tornam as diferenças mais catastróficas.

Bibliografia - Módulo V Unidade 2– Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça/GPP-GeR

domingo, 6 de maio de 2012

Escravas do crack

Escravas do crack: elas mantêm o seu vício usando o próprio corpo como moeda

Por Mariana Sanches. Fotos Christian Tragni 
Sugestão de postagem: Fabiana Gomes Amorim
Christian Tragni
Daniela: “Na fissura, eu fazia de tudo. O cara pagava R$5 pelo sexo”
 
"Fazia três dias que eu estava na rua, só fumando crack. Não sentia fome, então não comia. Carregava uma barriga de nove meses. A filha era do meu marido, com quem eu terminava e reatava na tentativa de retomar minha vida.
Uma hora percebi que ela ia nascer. Voltei para casa da minha mãe. Pedia para entrar, mas ela não abria a porta. Não acreditava no que eu dizia, achava que eu estava louca de crack, que queria enganá-la, dar escândalo. E as dores aumentando. E ela se recusando a abrir a porta. Quando finalmente se convenceu a abrir, a cabeça da minha filha estava quase para fora. A menina nasceu no chão da cozinha, sem ajuda de ninguém. Minha mãe a aparou e chamou a polícia, que nos levou a um hospital. Isso faz dois anos e agora estou passando por tudo isso de novo. É um filme de terror.” Daniela*, 27 anos, enuncia os fatos com objetividade, quase frieza.
É como se a narrativa não pertencesse à vida dela. Enquanto encaixa uma frase em outra, com português perfeito, deixa entrever sua instrução. Completou o ensino médio, fez cursos de informática, culinária, cabeleireira, sonhou em fazer faculdade de moda. Casou-se, teve três filhos, uma loja de materiais de informática, casa própria, carro do ano, renda familiar de mais de R$5 mil por mês. No rosto bonito, emoldurado pelo cabelo cuidadosamente despenteado, ao estilo black power, ela exibe a marca da sua história. Um buraco do tamanho de uma moe­da de dez centavos no meio da testa, consequência de um tombo de moto sofrido quando estava drogada, e alguns dentes quebrados no sorriso branco e largo, por surra ou falta de higiene adequada, fazem com que se lembre todos os dias que ela abandonou tudo para ficar com o crack.
4
PROGRAMAS
É O QUE CADA
USUÁRIA DE CRACK
FAZ POR DIA,
EM MÉDIA**
A relação de Daniela com o crack começou há quatro anos, quando uma amiga ofereceu a ela uma pedra, numa festa. Até então, seu contato com drogas era meramente recreativo e controlado. Ela fumava maconha de vez em quando, sempre escondida, porque o marido não gostava. Um mês depois de provar crack, Daniela já estava compulsiva. Ficou agressiva com os filhos (o mais velho não chegava aos 10 anos de idade), distante do marido. Planejava desviar os R$80 semanais da feira para comprar pedra. Acabou saindo de casa. Foi perambular pelas ruas. Perdeu o controle sobre sua história. “A droga deforma o caráter”, afirma. Sem nunca ter tido passagem pela polícia, começou a roubar. “Mas eu era muito ruim nisso, ia acabar morrendo. Me prostituir foi a saída pra não depender de ninguém e conseguir a droga.” Ela, que tinha tido apenas quatro parceiros sexuais, contabiliza agora pelo menos 250 homens para quem vendeu o corpo nos últimos três anos. “Eu fazia de tudo, dependendo do cara e da minha fissura. Era dentro do carro, num canto escuro da rua, na casa do cara, no motel. Eu tinha um preço, mas no fim, o cara pagava R$5, R$10, ou pagava em pedra mesmo.” Grávida de cinco meses, de um menino, ela está há pouco mais de um mês abrigada no Amparo Maternal, um alojamento para mulheres em situação vulnerável conveniado à Prefeitura de São Paulo. Ali, ela fica longe da droga. “Mas ainda sinto o gosto da pedra na boca”, diz. Não existe qualquer remédio capaz de ajudá-la a se livrar do vício. Não é a primeira vez que Daniela tenta. Ela já esteve internada em clínicas particulares, custeadas pela família, em duas ocasiões. Mas a cada nova recaída sua situação fica pior. A mãe não fala mais com ela, o marido, que hoje cuida da filha que nasceu na cozinha, a abandonou, as irmãs sentem vergonha dela, os filhos têm medo e saudade — o mais velho dorme abraçado à foto dela. Daniela chora ao rememorar almocinhos de domingo na casa da mãe, ou as festas de aniversário que ganhava na adolescência. É nesses momentos que parece se lembrar de quem é. “Quero jogar fora o rótulo de prostituta e noia. Eu sei que é difícil acreditar, é difícil as pessoas me perdoarem, mas agora quero fazer isso por mim mesma. Estou decidida que o próximo Natal vai ser diferente, longe da biqueira (boca de fumo).”
"Ao se prostituir, a mulher passou a ser a melhor cliente do tráfico. Com o corpo, ela sustenta
o seu vício e o do companheiro"
Solange Nappo, toxicologista
O ENCONTRO COM A DROGA 
O destino de Daniela é um desafio não só para ela. A sociedade e o poder público não sabem como resolver o problema dela e de outras mulheres viciadas em crack. Ninguém consegue precisar quantas são dependentes da droga hoje. Mas sabe-se que o problema aumenta pela disparada do número de mulheres grávidas e doentes que apelam à rede pública de serviços. Quando a droga desembarcou no Brasil, na década de 90, os dependentes costumavam ser jovens, negros e pobres. Os usuários não sobreviviam ao uso por mais de um ano. Morriam pelo efeito da droga ou do entorno violento. O tráfico era bastante limitado, a produção, artesanal. “Mas sabíamos que, tendo efeito mais poderoso do que o da cocaína, o crack não ficaria restrito a uma classe social mais baixa”, afirma a toxicologista Solange Nappo, que há 20 anos estuda a dinâmica do uso de crack no Brasil e publicou seus estudos no recém­-lançado O Tratamento do Usuá­rio de Crack (Artmed). “Para o usuá­rio, não existe ‘droga de rico’ e ‘droga de pobre’. Existe a droga que dá mais ou menos prazer.” O consumo da pedra se expandiu nos anos 2000. Os traficantes temiam vender em larga escala uma droga que matava os clientes em pouco tempo. Além de perderem a clientela, as bocas de fumo ainda tinham que arcar com as dívidas que esses homens deixavam. O crime organizado percebeu que a lucratividade do crack aumentaria se os traficantes conseguissem alongar a sobrevida do usuário. A mulher se mostrou um bom negócio. “Incluí-las na cultura do crack foi uma estratégia genial para eles”, afirma Solange. “Ela passou a ser a melhor cliente do tráfico, porque criou sua própria estratégia de obter dinheiro e de sustentar o vício dos homens, que agora vivem mais. Foi a pior coisa que poderia ter acontecido para a sociedade.”
6 A 10
PEDRAS POR
DIA COSTUMAM
SATISFAZER UMA
USUÁRIA**
 
A PROSTITUIÇÃO
Assim como Daniela, outras mulheres perceberam rápido sua falta de destreza para o roubo. Elas não assustavam ninguém, não tinham força para machucar, não sabiam atirar. Quando faziam parte de uma quadrilha, invariavelmente, recebiam menos do que os homens. Nunca conseguiam comprar droga fiado. “Com a ajuda do traficante, que quase sempre é o primeiro cliente, elas descobriram uma carreira solo: se prostituir”, diz Solange. Nos últimos anos, ela acompanhou a trajetória de 76 usuárias — de analfabetas àquelas com curso superior, de miseráveis a abastadas. Descobriu que quase 90% delas vendiam o corpo para comprar­ crack­. “Não importa a classe social, a religião, a origem, todas agem da mesma maneira. Ao se prostituir, sempre têm dinheiro para pagar o traficante. Se ela precisar de 30 homens num dia para pagar a dívida na boca, vai transar com todos.” Daniela confirma: “Lá na boca onde eu comprava, uma vez, me chamaram de vagabunda. Pedi para falar com o dono da boca. Ele veio e deu uma dura nos funcionários, disse que as mulheres são as melhores clientes, boas pagadoras e que eu nunca ficava devendo nada ali.”
A provedora O dinheiro dos programas feitos pelas mulheres resolveu também o problema dos homens. O sorriso largo, o corpo esguio, os seios empinados sustentaram não só a fome de pedra de Amanda*, 22 anos, como a do namorado dela, que a apresentou ao crack quando ela ainda era adolescente. Ele percebeu que na rua ela trazia muito mais dinheiro do que ele podia conseguir com os roubos que praticava. Passou a explorá-la sexualmente. Comprava roupas, eletrodomésticos com o dinheiro que Amanda ganhava dos clientes. Ela trocou de namorado, mas todos os demais companheiros se comportavam de maneira semelhante ao primeiro. Em sete anos de vício, o crack a levou a Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “Eu ia aonde me pagavam mais pelo programa e a droga era melhor. Cheguei a transar com mais de mil homens”, diz Amanda. “Podia ter ganhado muito dinheiro, mas gastei tudo com droga para mim e para os outros.” Solange Nappo afirma que por trás de uma mulher usuária de crack quase sempre há um homem, um companheiro. “Esse sujeito deixa de se expor, se resguarda, e a mulher passa à linha de frente no crack. É ela a provedora do casal”, diz.
"Desde que me viciei em crack, transei com mais
de mil homens. Nunca usei camisinha" Amanda
Christian Tragni

 

Quem ama abraça

* A cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil;
* Seis em cada dez brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica;
* 30% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência doméstica;
* A cada dois minutos, cinco mulheres são violentamente agredidas no Brasil

Com o intuito de contribuir para o enfrentamento desta tragédia, lançamos a campanha Quem Ama Abraça, marcando os 30 anos do dia 25 de novembro -- Dia Internacional de Luta pela Não Violência contra as Mulheres e os 20 anos dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

A música foi especialmente composta por Gabriel Moura e Rogê, com direção musical de Guto Graça Mello. Dirigido por Denise Saraceni, o clipe contou com a participação de consagrados profissionais e de grandes nomes de nossa MPB que generosamente doaram à causa suas vozes e talentos. A campanha teve, ainda, o brilho da arte de 10 jovens artistas da Nami -- Rede Feminista de Arte Urbana.

Os nossos agradecimentos a todas e todos eles e em especial a Alcione, Ana Carolina, Beth Carvalho, Carlinhos Brown, Chico César, Daniel, Daniel Boaventura, Daniela Mercury, Ed Motta, Elba Ramalho, João Gabriel, Jorge Vercillo, Lenine, Luiz Melodia, Martinho da Vila, Margareth Menezes, Monique Kessous, Roberta Sá e Teresa Cristina.

A Campanha Quem Ama Abraça é uma realização da REDEH -- Rede de Desenvolvimento Humano e do IMM -- Instituto Magna Mater, com apoio da Fundação Ford e patrocínio da Eletrobras, da Petrobras e da SEASDH/Superintendência dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro. Conta ainda com o apoio institucional da Secretaria de Politicas para as Mulheres/SPM, a ONU Mulheres e a promoção da Rede Globo e MetrôRio.

fonte: www.quemamaabraca.org.br
Matéria sugerida por: Clara Maria Souza

Visita de Oprah Winfrey, a maior empresária da mídia dos EUA, passou em branco no Brasil

Sugestão de postagem: Danielle Laudino
Essa “democracia racial brasileira” é realmente única. Que exemplo ao mundo dá esse Brasil, no que toca a aplicação do seu sistema de valores? A aplicação de dois pesos e duas medidas. Vejam: Vem aqui um rapaz de pele clara que é aspirante qualquer coisa, como por exemplo, o Justin Bieber, que é um adolescente que goza de projeção no mundo da música e  o evento é o bastante para o disparo de uma comoção nacional, alimentada pelos veículos mais eminente e atuantes da mídia. Aí na semana passada veio ao Brasil ninguém menos que Oprah Winfrey,  a personalidade feminina mais influente de todo o mundo. Todo o mundo mesmo! E pouco foi informado na mídia.
Oprah Winfrey é uma celebridade em todos os continentes do planeta Terra. Mas, tudo indica que no Brasil isso não se reproduz. Por que será assim no Brasil? Será que a ausência de repercussão, ou pelo menos da repercussão condizente com presença de tal calibre não repercute no Brasil por que Oprah Winfrey é negra? Negra, assumida pujante, e vitoriosa. Exemplarmente vitoriosa. E aí, pelo que posso entender do alto da minha convivência com a postura de dupla valorização do sistema de valores desse nosso (?) Brasil, o exemplo de Oprah desestabiliza a versão vigente na propaganda da “democracia racial brasileira” a qual toma como um dos pilares propagar a versão de que “nos Estados Unidos da América é onde a questão do racismo é cruel”.O exemplo de Oprah é inspirador para jovens negros e negras, mantidos na ignorância da realidade de possibilidades de superação por não saberem inglês.
A campanha de apatia e ignorância dos nossos irmãos vai mais longe quando é negado aos veículos de mídia étnica a necessária repercussão para que nossos irmão e irmãs, mesmo longe do domínio do inglês, como língua e instrumento de aglutinação dos ideási negros na Diáspora. A mídia que impõe as nossas telinhas os “BBB” que é a memsa que pratica racismo e segregacionismo com os BBB´s negros, e depois fica no sapatinho e com sorrisos amarelos, jogando sacos de areia para deter o curso da maré da busca pela reparação, ou vocês tem alguma dúvida que a presença do “Tiaguinho” (ex-Exalta Samba) no “show de encerramento” é inocente? Reflitam irmãos e irmãs.
Oprah Winfrey, uma menina negra e pobre nascida em Kosciusko, Mississipi no Sul ( uma das regiões mais racistas dos Estados Unidos) em 29 de janeiro de 1954, que veio a se transformar na maior e mais bem sucedida apresentadora da TV americana e na personalidade feminina mais influente do planeta. Ela experimentou dificuldades consideráveis durante a sua infância, alegando ser estuprada aos nove anos e engravidar aos 14 anos, seu filho morreu na infância. Foi enviada  para viver com o homem que ela chama seu pai, um barbeiro, no Tennessee, Ela  conseguiu um emprego no rádio, ainda no colégio e começou a co-ancorar o noticiário noturno local aos 19 anos de idade. Sua entrega emocional a tudo o que faz na vida, a levou para a arena do dia-talk-show, e depois de impulsionar uma terceira nominal talk show local de Chicago para o primeiro lugar, ela lançou sua própria empresa de produção e tornou a sua marca "Oprah" internacionalmente distribuído.
Essa é a negra que passou em branco na semana passa
REFERENCIAS
Wikipedia
Revista Raça
Fonte:http://correionago.ning.com/profiles/blog/show?id=4512587%3ABlogPost%3A254009&xgs=1&xg_source=facebookshare

42 mulheres na disputa pelas prefeituras

Elas ganham força e vão concorrer em 36 cidades capixabas

Mariana Montenegro
mmontenegro@redegazeta.com.br
Postagem sugerida por: Francesca Vanieere Chabude

foto: Marcos Fernandez
Soneide Dalla Bernardina, candidata à prefeitura de Conceição do Castelo pelo (PRP) - Foto: Marcos Fernandez
"A mulher é mais sensível
à dor das pessoas. Como mãe, quer para a população o que deseja ao próprio filho. Por isso, luta mais pela melhoria das políticas públicas."

Soneide Dalla Bernardina, pré-candidata em Conceição
do Castelo

 

Há 80 anos, completados no dia 24 de fevereiro, as mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil. Agora, tendo o exemplo de Dilma Rousseff (PT), primeira mulher presidente do país, as pré-candidatas a prefeituras em todo o Estado estão animadas para avançar nas estatísticas e esperam por um resultado que as coloque nas administrações. Para este ano, 42 pré-candidatas disputam prefeituras em 36 cidades do Espírito Santo.

É o caso de Soneide Dalla Bernardina (PRP), em Conceição do Castelo. Ela entra na corrida eleitoral pela segunda vez – disputou para deputada estadual em 2010 – e espera que em um futuro próximo o "clube do bolinha" na política seja dissolvido com a maior participação de mulheres.

Apesar de serem a maioria absoluta do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda são minoria nas legendas.

"Já conseguimos avanços, mas ainda há muito o que conquistar. Com Dilma na presidência as pessoas olham com mais carinho para a nossa candidatura. Percebem que a mulher tem sensibilidade. Creio que nessa eleição o papel feminino vai ganhar corpo", avaliou Soneide.

Dos 78 municípios capixabas, apenas oito são comandados atualmente por mulheres. Seis delas devem tentar a reeleição. Três vice-prefeitas também estarão no páreo em outubro.

História
E para que elas estivessem hoje na disputa, foram precisos anos de luta. Após Inglaterra e Estados Unidos garantirem o direito de voto às mulheres, o movimento ganhou força no Brasil.

Em 1928, a cidade de Mossoró (RN), governada por Juvenal Lamartine, tornou-se a primeira cidade no país a autorizar o voto delas em eleições, mesmo sem previsão da Constituição Federal.

Com uma conquista judicial, no ano seguinte, em 1929, a capixaba Emiliana Viana Emery conseguiu seu o registro eleitoral e o direito ao voto.

Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas assinou decreto pelo qual determinava que era eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo.

Mas para Vera Lucia Costa (PDT), pré-candidata à Prefeitura de Guaçuí, ainda há muito o que a mulher conquistar. "Falta participação maior. Falta os partidos trabalharem melhor com as mulheres, incentivarem mais as candidaturas", disse.

Vera crê que o mandato de Dilma seja um empurrão para a eleição de mais mulheres nas prefeituras. "Ela faz um bom mandato, o que gera expectativa. Uma mulher como presidente é um incentivo".

Cota
Após a minirreforma eleitoral, aprovada no final de 2009, os partidos estão obrigados a preencher 30% das vagas de candidatos com o sexo feminino.

Até então, a legislação estabelecia que as siglas deveriam apenas reservar tais espaços, mas não existia a obrigatoriedade de atingir  o percentual.

Dos 2.533.199 eleitores capixabas, 1.304.799 são mulheres. Os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são referentes a janeiro deste ano.

foto: Fábio Vicentini
Soneide Dalla Bernardina, candidata à prefeitura de Conceição do Castelo pelo (PRP) - Foto: Marcos Fernandez
"Falta maior participação das mulheres na política. Mas também falta incentivo. Muitas vezes os partidos não cumprem a cota de 30% e, se cumprem, não trabalham o nome da mulher".

Vera Lucia Costa (PDT),
Pré-candidata em Guaçuí
Disputa feminina

Pré-candidatas
Cariacica
Aparecida Denadai (PDT)
Lucia Dornellas (PT)

Guarapari
Elizabeth Haddad (PHS)

Viana
Solange Lube ou Ângela Sias* (PMDB)

Vitória
Iriny Lopes (PT)

Alto Rio Novo
Maria Emanuela Pedroso (PDT)

Anchieta
Paula Louzada** (PMDB) ou Aldemar Perdigão

Baixo Guandu
Lu Cardoso (PRP)

Cachoeiro de Itapemirim
Claudia Lemos (PSB)

Conceição da Barra
Mirtes Eugênia (PR)

Conceição do Castelo
Soneide Dalla Bernardina (PRP)

Dores do Rio Preto
Cláudia Bastos (PSDB)*
Dalva Hinger (PSB) ou Eclair Lopes de Souza

Fundão
Cercina Carretta (PP)
Maria Dulce Rudio Soares (PMDB)

Guaçuí
Fátima Couzi (PTB)
Vera Lucia Costa (PDT)

Ibiraçu
Naciene Vicente (DEM)*

Iconha
Santa Lucia Donateli  (PMDB)

Irupi
Sandra Emerick (PDT)
Maria da Conceição Leal (PMDB)

Itaguaçu
Professora Cleuza (PMN)

Itapemirim
Sandra Peçanha (PP)**

João Neiva
Enilda Martins de Araújo (PSD)

Linhares
Milena Ceolim (PV)

Marataízes
Dilcéa Marvila (PR)**

Marechal Floriano
Eliane Lorenzoni (PP)*

Mimoso do Sul
Flavia Cysne (PSB)

Montanha
Iracy Baltar (PSDB)*

Muniz Freire
Vilma Louzada (PSDB)

Muqui
Rozeny Miranda Pereira (PSDC)

Pancas
Rachel Zucchetto (PMN)

Pedro Canário
Nildete Canal (PDT) ou Aloisio Campostroni

Piúma
Marta Scheres (PRP)

Ponto Belo
Ivomária Mello (PMDB)

Rio Novo do Sul
Maria Albertina Menegardo (PMDB)
Regina Fregonazzi (PDT)

São Domingos do Norte
Ana Malacarne (PMDB)

São Gabriel da Palha
Nilsi Kobi (PPS)

Sooretama
Joana Rangel (PSB)*

Vargem Alta
Geovana Callegari (PRB)

Venda Nova do Imigrante
Marizete Cruz (PSL)

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* Atual prefeita
** Atual vice-prefeita
Obs.: As listas foram repassadas pelos partidos. PT e DEM se recusaram a fornecê-la.


Legislação

Cota
Os partidos têm a obrigação de preencher 30% das vagas com mulheres.

História
As mulheres ganharam o direito a voto no Brasil apenas em 1932.

 Fonte: www.gazetaonline.com.br

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/04/noticias/a_gazeta/politica/1184684-42-mulheres-na-disputa-pelas-prefeituras.html

Tradutor Google

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