domingo, 23 de outubro de 2011

I OFICINA DE GÊNERO E VIOLÊNCIA JUVENIL DO LABORATÓRIO DE HISTÓRIA DAS RELAÇÕES POLÍTICAS INSTITUCIONAIS

COORDENAÇÃO:

UFES: Profª Drª Márcia Barros Ferreira Rodrigues  
UFES: Profª Drª Maria Cristina Dadalto
UFRJ: Profª Drª Anna Marina Madureira de Pinho Barbará Pinheiro 

 OBJETIVOS:

Reunir estudiosos e interessados na problemática Gênero e violência Juvenil, por meio da discussão dos seguintes pontos: desinstitucionalização e Violência juvenil e Sociabilidade Juvenil
Promover a interação entre professores, estudantes e interessados no tema de todo o Espírito Santo. 

PÚBLICO ALVO:

Professores, Sociedade Civil, Estudantes de graduação e pós-graduação da UFES e de outras Instituições de Ensino do Espírito Santo e Brasil. Sociedade Civil. 

DATA LOCAL:
A DEFINIR
Inscrições no  ICIII
Sala: A definir
Horário: 14:00 às 17:00 hs.

APOIO:





 

CÁRCERES , por Danielle Laudino (fichamento)

INSTITUIÇÕES COMPLETAS E AUSTERAS

“Duplo fundamento – jurídico – econômico por um lado, técnico-disciplinar por outro – fez da prisão aparecer como a forma mais imediata e mais civilizada de todas as penas” (p.196)
“E deve-se requerer essa transformação aos efeitos internos do encarceramento. Prisão-castigo, prisão-aparelho” (p.197)
“As técnicas corretivas imediatamente fazem parte da armadura institucional da detenção penal” (p.197)
“Esse “reformatório” integral prescreve uma recodificação da existência bem diferente da pura privação jurídica de liberdade e bem diferente também da simples mecânica de representações com que sonhavam os reformadores na época da ideologia” (p.199)
1- Primeiro princípio, o isolamento. (p.199)
2- O trabalho. (p.201)
3- A justa duração da pena. (p.205)
“O isolamento dos condenados garante que se possa exercer sobre eles, com o Maximo de intensidade, um poder que não será abalado por nenhuma outra influência; a solidão é a condição primeira da submissão total” (p.200)
“A coação é assegurada por meios materiais, mas, sobretudo por uma regra que se tem que aprender a respeitar e é garantida por uma vigilância e punições” (p.200)
“O princípio do trabalho é definido, junto com o isolamento, como um agente da transformação carcerária. E isso desde o código de 1808” (p.202)
“É um principio de ordem e de regularidade; pelas exigências que lhe são próprias, veicula, de maneira insensível, as formas de um por poder rigoroso; sujeita os corpos a movimentos regulares, exclui a agitação e a distração, impõe uma hierarquia e uma vigilância que serão ainda bem aceitas, e penetrarão ainda mais profundamente no comportamento dos condenados, por fazerem parte de sua lógica: com o trabalho” (p.203)
“A utilização do trabalho penal? Não é um lucro; nem mesmo a formação de uma habilidade útil; mas a constituição de uma relação de poder, de uma forma econômica vazia, de um esquema da submissão individual e de seu ajustamento a um aparelho de produção” (p.204)
“Mas a prisão excede a simples privação de liberdade de uma maneira mais importante. Ela tende a tornar um instrumento de modulação da pena;” (p.205)

Mais de 15 mil mulheres foram presas, em cinco anos - Por freireadvocacia


Nos últimos cinco anos, 15.263 mulheres foram presas no Brasil. A acusação contra 9.989 delas (65%) foi de tráfico de drogas. Esses dados foram apresentados, nesta quarta-feira (29/6), pela socióloga Julita Lemgruber, durante o Encontro Nacional do Encarceramento Feminino, que o Conselho Nacional de Justiça realizou em Brasília.
A socióloga, ao afirmar que essas mulheres atuam como pequenas traficantes – geralmente apoiando os companheiros – defendeu a adoção de penas alternativas à de prisão para que elas possam retomar a vida e, principalmente, criar os seus filhos. “Essas mulheres desempenham um papel secundário no tráfico; muitas vezes são flagradas levando drogas para os companheiros nos presídios. Elas não representam maiores perigos para a sociedade e poderiam ser incluídas em políticas de reinserção social”, disse Lemgruber, que foi a primeira mulher a chefiar a administração do sistema carcerário do estado do Rio de Janeiro.
“Além disso, quando o homem é preso, os filhos ficam com suas mulheres. Mas quando a mulher é presa, geralmente o ompanheiro não fica com os filhos, que acabam sendo punidos e passam a ter na mãe um referencial negativo. Essa é uma situação que tem tudo para reproduzir a criminalidade, já que essas crianças poderão seguir o mesmo caminho que os pais”, analisou a socióloga.
Ela alertou para o fato de o percentual de mulheres presas estar crescendo numa velocidade superior ao que ocorre com os homens. “Esse é um fenômeno mundial. Historicamente as mulheres representavam entre três e cinco por cento da população carcerária mundial. Nos últimos anos esse percentual chegou a 10%”, disse, acrescentando que esse aumento tem agravado os problemas das
mulheres no cárcere.
“É bastante comum o fato de as mulheres não disporem de qualquer assistência diferenciada. São tratadas como homens, tanto em termos de estrutura das prisões como também em relação ao tratamento que é dispensado a elas. Um exemplo muito triste é que, em muitos casos, elas não têm acesso a um simples absorvente quando estão menstruadas. São obrigadas a improvisar usando miolo de pão”, declarou Lemgruber.
O conselheiro Walter Nunes da Silva Júnior, do CNJ, afirmou que o Brasil desconhece a realidade das mulheres que estão presas no País. “A questão carcerária, de um modo geral e, em particular, a relacionada às mulheres privadas de liberdade, só passou a ser discutida pela sociedade em função dos mutirões carcerários realizados pelo CNJ”, disse o conselheiro, referindo-se às inspeções feitas, desde 2008, em unidades prisionais de todo o País para o diagnóstico das condições de encarceramento e a recomendação de melhorias que permitam a reinserção social dos detentos.
“Hoje nós temos cerca de duzentas crianças vivendo em presídios. Isso é muito grave”, declarou o conselheiro.Walter Nunes observou que, “lamentavelmente”, o aumento da participação das mulheres na criminalidade se deve, entre outros fatores, à sua emancipação econômica. Com informações da Agência de Notícias do CNJ.

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Mulheres presas são duplamente discriminadas, diz corregedora Eliana Calmon

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, afirmou que as mulheres encarceradas sofrem dois tipos de discriminação. “Elas sofrem por serem mulheres e por estarem presas. As políticas públicas para o nosso esfacelado sistema carcerário são voltadas exclusivamente para o sexo masculino”, disse a corregedora, na abertura do Encontro Nacional sobre o Encarceramento Feminino, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. Segundo a corregedora, essa dupla discriminação deve-se ao fato de as mulheres, historicamente, representarem um percentual muito pequeno – hoje é de 7,4% - dentro da população carcerária brasileira, o que levou as políticas públicas a serem direcionadas aos detentos do sexo masculino. “A situação das mulheres encarceradas é desconhecida até mesmo pelos movimentos feministas. Assim, cada vez mais elas ficam longe do alcance dos direitos humanos”, disse a corregedora, acrescentando que o encontro de Brasília dará maior visibilidade ao tema. Ela destacou que, além do encontro, outra iniciativa do CNJ foi a edição, no ano passado, da Portaria 1.010, que criou um Grupo de Trabalho exclusivamente para discutir soluções para a problemática feminina nas prisões.

Eliana Calmon acrescentou que a omissão da sociedade em relação ao encarceramento feminino impede que as mulheres presas se libertem de uma realidade perversa. Falta, segundo ela, uma estrutura adequada para as detentas grávidas. Além disso, inexistem políticas de saúde que atendem às particularidades do gênero feminino. Outro problema se refere a uma presença significativa de crianças nas unidades prisionais – cerca de 200 – em razão da ausência de uma política de atenção aos filhos das presas.

A corregedora também traçou um perfil das mulheres encarceradas. “Basicamente são mulheres não brancas, têm entre 18 e 30 anos, baixa escolaridade e, na maioria, condenadas por tráfico de drogas”, afirmou. Segundo ela, muitas vezes a mulher entra na criminalidade por influência do marido ou do namorado. “Geralmente as mulheres presas por tráfico de drogas são aquelas que tentaram entrar nos presídios para levar entorpecentes para os companheiros. Há, aí, um componente afetivo, típico das mulheres. Muitas delas cometem crimes por amor”, concluiu Eliana Calmon.

Jorge Vasconcellos
Agência CNJ de Notícias

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

PAULO HENRIQUE BIANCHI
PLANO DE AÇÃO
Objetivos
Promover educação em saúde sexual com ênfase planejamento familiar nos 3 últimos anos do Ensino Fundamental com intuito de reduzir ou eliminar os casos de gravidez precoce e, por conseguinte, de evasão escolar nessas séries e nas posteriores, na tentativa de se ampliar a permanência de jovens no ensino médio.

Dentre os fatores que afastam os jovens da escola precocemente, a gravidez na adolescência, ou na pós adolescência, tem especial comprometimento para as mulheres, trazendo para estas um encargo social pesado e especialmente cruel no que tange as oportunidades que lhes restará.
Ao se deparar com a maternidade precocemente, as meninas, via de regra pobres, são obrigadas a abandonar seus projetos de vida e se adaptar a nova situação que, por força da necessidade, lhe impõe a saída do ciclo de educação que lhe garantiria melhores oportunidades. Com pouca formação e tendo sob sua responsabilidade – não são raros os casos onde essa responsabilidade é exclusiva – um filho, esta jovem inicia o novo ciclo, amplificado de problemas sociais, dado as novas necessidades. Agora ela precisa de uma creche, de acompanhamento materno infantil, de sustento e do tempo que lhe resta para dispor à criança.
Fecha-se então um ciclo de pobreza que, com sorte, só será amenizado na geração seguinte, caso essa jovem consiga reestruturar a vida de seu filho e não permitir que se repita o ciclo do qual ela foi vítima.
Além do custo pessoal, resta para o estado/município o encargo social que antes seria de atender a uma jovem com educação e saúde de formas básicas, no entanto, com essa mudança de contexto, surge uma gama de novas necessidades a serem satisfeitas e mais atendimento a ser prestado.
Diante desse cenário, há que se antecipar ao prejuízo social que se apresenta focando ações em educação preventiva e motivadora para jovens nos primeiros anos de sua vida sexual (quer esta seja ativa ou não), dedicando profissionais das áreas de saúde em programa de conscientização motivadora e alerta esclarecedor, apontando para esse público alvo as perdas e conseqüências da falta de prevenção e de planejamento familiar.

Tradutor Google

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